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segunda-feira, 28 de março de 2011

Ok, foi mal. Mas eu tô vivo ainda!

Mancada minha desaparecer por 3 meses, né? Alguém ainda lê esse blog? Espero que sim, eu senti falta de escrever. Sabe como são as coisas, né, eu ando meio sem assunto pra pôr aqui, e isso acaba sendo muito bom. Faz tempo que quase nada de novo acontece com meu estômago, e felizmente as coisas estão bem em ordem. Mas... No último post, feito logo depois do natal, eu conto que eu estava passando mal. O fato é que passou, foi só uma virose e desde então eu não tive novos episódios deste tipo. Mas em 6 de Fevereiro eu tive uma outra coisa que, na ocasião me preocupou bastante e que eu falhei ao não contar pra galera. Então, com um mês e meio de atraso, segue a epopéia da noite do Superbowl:

Primeiro, o que diabos é um Superbowl? Como muita gente sabe, eu sou atualmente um entusiasta do futebol americano, inclusive eu e os amigos da minha cidade montamos um time por aqui. E para os fãs deste pacato esporte, o Superbowl é o evento esportivo mais importante do ano. Se o seu time ganha, é um outro natal em fevereiro. E para se ter uma idéia do que isso significa, a transmissão do Superbowl tem mais audiência ao redor do mundo do que a final da copa do mundo de futebol. Aliás, tem mais audiência do que qualquer outra coisa, já que é o maior número de telespectadores registrado todo ano.

Olha o pequeno estádio onde o evento acontece. Pouca gente vendo, né?


Imaginem vocês o quanto eu estava ansioso para assistir ao jogo (e ao show de intervalo, que esse ano foi com o Black Eyed Peas). Aliás, depois do que aconteceu, eu nem assiti ainda, via youtube, devido à decepção que rolou. Mas vou buscar ali e postar o show pra vcs terem uma idéia do nível da produção dos caras. Olha só:




Putizgrila, eu não tinha ssitido a isso ainda. Os caras são profissas, né? E sabe o que mais? eles montam esse palco no meio do campo, fazem um show de 15 minutos e desmontam o palco em parcos 45 minutos de intervalo. Minha banda mal consegue passar o som nesse tempo. e a globo ainda me diz que a transmissão deles tem "Show de intervalo"... Enfim... Juntamos uma galera (pequena) na minha casa, e vamos assistir ao jogo. Fome e tudo mais, pessoal pediu esfirras abertas pra jantar, e eu também pedi uma de Berinjela. O jantar tocou a campainha no meio do primeiro quarto de jogo, e lá estava eu comendo quando começou a me dar uma dor tipo cólica muito forte no estômago. Quando eu digo muito forte, eu quero dizer do tipo que me jogou no chão, gemendo e suando frio. Sem exagero, eu caí mesmo no chão, e em pouco tempo lá estava uma poça de suor.

A Paula (sempre ela, né? beijo, linda!) se jogou o carro e eu fui deitado no banco de trás, sem ver nada, até o centro medico de Barão Geraldo, afinal, se eu me lembro bem deste post aqui não dá pra pensar em ser atendido pelo hospital da minha cidade.

Cheguei ao hospital com febre e muita dor, mas já doia bem menos. Depois de um pouco de espera, fui atendido por uma equipe bem competente que me encaminhou para um série de exames, incluindo raio X do abdome, hemograma completo e o escambau. Enquanto os resultados saiam, eu tinha calafrios e tremia de bater os dentes, minha febre chegou aos 39 graus. Mas a dor diminuía drasticamente a cada minuto, o que era bom, no final das contas. Tomei um Plazil associado a uma dipirona sódica, tudo na veia, e fiquei bonzão rápido. A dor passou, a febre passou, sairam os exames. Resultado: Nada.


...

Nada mesmo!

...

Porque eu passei tanta dor assim? Não se sabe. Eu estava com uma indisposição digestiva e só! Mas é normal? Perguntei eu para a médica. Não - me disse ela -, mas não é nada pra se preocupar. Provavelmente foi só alguma coisa você comeu que não te fez bem.

Poutz! Agora que eu parei pra pensar, será que esse foi um caso bastante extremado de Dumping devido à esfirra de berinjela? Mais alguém já passou por isso? Tem alguém aí?

Abraços e desculpa aí da demora, galera!

Por esses dias eu volto pra dizer como eu ando normalmente, e postar uma foto ou duas, beleza?

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Sobre minha ausência e assuntos por vir.

É hora de admitir. Eu estava agorinha falando com a Paula sobre isso, e como eu estou com o peso estabilizado, no meu objetivo e tudo mais, tá difícil encontrar assunto pra uma postagem que seja interessante e pertinente ao tema do blog.

Não acho que quem está operado recentemente ou pensando em operar queira saber muito sobre futebol americano, fora o fato de que eu passei de um sedentário crônico para um atleta amador em um esporte de contato e explosão, uma grande evolução e um grande prazer, sem a menor dúvida.

Bom, para tranqüilizar meus amigos online, eu não vou abandonar este blog, eu adoro contar minhas travessuras para quem quiser ouvir, mas eu vou continuar seletivo sobre o que postar aqui. Se não tiver a ver com a minha saúde pós operatória ou sobre sentimentos relacionados, ou mesmo sobre nuances da rotina pós-cirurgia, eu acho mais legal postar no meu outro blog, que está ainda mais abandonado do que este.

Por falar nisso, um ano e pouquinho depois da cirurgia, é hora de voltar ao consultório do Dr. Gustavo, o que acontecerá semana que vem, e aí eu devo ter mais assuntos para tratar com vocês. Outra coisa que eu também vou começar em breve é a ver sobre cirurgia plástica. Agora, com o peso estabilizado, dá pra fazer uma análise crítica das áreas flácidas que me sobraram e que eu gostaria de me livrar. Depois da consulta com o Dr. Gustavo eu vou me informar e falo mais pra vocês a este respeito.

Sei lá, esse post é só pra falar que todo mundo comenta comigo que meu blog ajudou bastante gente, mas que mais do que isso, esse blog e os amigos que estão sempre por aqui me ajudaram e me ajudam muito mais, só por eu saber que tem gente disposta a me ouvir. Eu só preciso ter o que falar, e com a perspectiva de uma nova via sacra médica pela frente, os assuntos vão voltar. Especialmente depois que a correria de fim de ano no trabalho se for e eu tiver um pouco mais de tempo.

Paciência comigo, tá?

Abraços!

segunda-feira, 8 de março de 2010

Novidades já meio velhas...

Bom, como eu disse no post anterior, meus últimos dias têm sido beeeeeeeem atribulados. Mas eu não me esqueci do blog não. Hoje eu vou contar pra vocês como foi minha visita ao Dr. Gustavo, no já distante dia 24 de Fevereiro, um dia após completar meus 32 anos.

Mas antes eu vou responder ao comentário da Adriane, que está se preparando pra cirurgia. Bom, primeiro, boa sorte, que tudo corra bem, e depois não esqueça de contar como andam as coisas aí nos comentários. Bom, você perguntou quanto tempo eu fiquei afastado do trabalho. Eu fiquei afastado MESMO alguma coisa perto de 20 dias, e retomei o ritmo de verdade em 40 dias. Isso pra mim foi fácil porque eu trabalho com a família, e se eu precisasse ficar 3 meses afastado eles me dariam força. MAS pra quem não tem esta sorte, pode se preparar pra vida quase normal em 30 dias. Em 15 dias dá pra voltar, mas ainda é meio complicado, especialmente por conta da dieta. E eu também devo dizer que eu fiz a cirurgia aberta, e penso que o pós-operatório de quem faz por vídeo-laparoscopia deva ser ainda mais tranqüilo. Meu conselho é: Fale com seu chefe, estude opções de telecomutação (tipo fazer o seu trabalho em casa) e organize-se para ficar sem grandes esforços por pelo menos 30 dias. Se  o seu chefe for minimamente compreensivo, vc não vai ter problemas. Explique pra ele que você vai voltar com muito mais pique e ânimo, que esses dias não são nada frente ao ganho de produtividade que você vai ter. E se nada mais funcionar, um adiantamento de férias talvez seja uma boa idéia...

Se bem que férias deveriam ser gastas assim:


E não assim:





Bom, voltando ao consultório do Dr. Gustavo, eu já estava felizão porque tinha tido um aniversário feliz no dia anterior. Logo que eu entrei, as secretárias, que já me conhecem de longa data, e são muito simpáticas, me chamaram pelo nome, pegaram minha carteirinha da Unimed e encaminharam a consulta. Fui procurar um lugar pra sentar, mas a sala de espera estava BEM cheia. Qual não foi minha surpresa ao reconhecer no meio dos pacientes que estavam sendo pacientes na sala de espera um rosto que eu nunca tinha visto de verdade. Era a Cris, ou Booh, que está de blog novo, com quem eu já tinha conversado virtualmente, mas ainda não tinha visto cara-a-cara. Acenei timidamente e ela também.

Fui conversar com ela, mas no caminho eu ouvi "Oi, você é o Oscar, né?" (ou algo assim), e eu disse que sim, mas sem entender muito bem de onde aquela moça me conhecia. Era a Renata, minha recém-amiga recém-operada, que lê este pequeno diário e disse que estes textos a tinham ajudado bastante. Renata, é pra isso mesmo que eu escrevo, espero que agora nesta nova fase da sua vida, a gente possa trocar experiências e correr atrás de nossos objetivos. Aliás, ela operou há exatamente uma semana, e no dia em que chegou em casa veio comentar aqui no Crônicas (brigado pela consideração)... Vai comentando daí que eu vou escrevendo daqui. Depois de uns 5 minutinhos de uma conversa agradável, segui meu caminho e fui conversar com a Cris. Oi, tudo bom, prazer, como andam os preparativos? Então, ela está no meio da burocracia do plano de saúde, e com um pequeno empecilho, uma infecção bacteriana no estômago. Vai ter que tomar uma pequena batelada de remédios antes de fazer a cirurgia. Aliás, Cris, como é que anda a infecção? Evoluindo tudo bem? Enfim, ficamos um tempão conversando sobre como foi pra mim, o que ela podia esperar, e como tinha mais gente escutando (lembra, eu estava em pé, e se você não sabe, eu falo alto sem perceber), acabei fazendo um jabázinho do blog pra quem estava em volta. Divertido.

não que eu ganhe alguma coisa com esse blog...


Bom chegou a hora de ir ver o Doutor. Pausa para a balança, 102,0kg. Beleza, não cheguei ao meu objetivo pessoal de 100kg, mas eu já sabia desde o início que seria muito difícil, então nem me frustrei. Falei com o Dr., mas como ele lê o Blog eu nem tinha muito o que contar. Ele me disse que eu estava dentro dos padrões de emagrecimento, e que como eu não estava sentindo nada de errado (dores, problemas de digestão, nada) então que estava tudo muito certo. Me disse que eu não precisaria fazer os exames de sangue com 6 meses, que deixou de ser praxe pra quem não apresenta sintomas, e que eu só faria os tais exames com 1 ano de operado. Beleza, não que eu tenha algum medo de agulha, mas tirar sangue é sempre um desconforto, e por mais 6 meses eu fui poupado. Tomei uma pequena bronca por ter cometido tantos abusos (afinal, eu conto tudo por aqui, né? E o Dr. Gustavo, aparentemente, lê...), mas foi tudo bem.

Na saída falei um tchauzinho pra Renata e pra Booh, e voltei todo saltitante pro carro. Afinal, eu estava me sentindo um ator da globo que foi parado no calçadão de Ipanema... hehehehe...



Mas eu não vou ficar arrogante não, pode deixar. Nem me filiar à Cientologia. Abração todo mundo. Até a próxima.